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quinta-feira, 8 de março de 2012

Review de Street Fighter IV Volt



Por Marcelo Dior

Street Fighter IV Volt é a versão mais atual do game da Capcom para iOS4 (o sistema operacional do iPhone, do iPad e do iPod touch) e foi o jogo que me convenceu que meu pequeno iPod consegue rodar jogos animais.

Custando US$ 6,99, o game já sofreu três atualizações desde que foi lançado, em 30 de Junho de 2011, cada uma trazendo mais opções de jogo e — o mais importante, acho eu — mais personagens. Atualmente, o elenco conta com 22 personagens, sendo as adições mais recentes (da versão 1.03) FeiLong e Yun.


Jogabilidade:

Para trazer o jogo para os dispositivos móveis da Apple, algumas concessões precisaram ser feitas. A tela conta com um D-pad num canto e quatro botões no outro canto, também arranjados em forma de cruz: P (soco), K (chute), SP (especial) e F (focus) e semi-transparentes. O sistema Visual Pad permite que você esculhambe esses botões e suas posições na tela do jeito que bem entender.

A falta de botões para golpes fortes e fracos não gera muita mudança no gameplay, pois todos os personagens soltam golpes diferentes em combinação com o direcional: a rasteira forte, por exemplo, é feita com + . Já os golpes especiais (como Hadoukens e Sonic Booms) melhoram ou são um pouco diferentes se disparados com o botão SP. Como isso funciona?

Logo abaixo da barra de vitalidade, cada personagem possui o indicador “revenge” e o “EX”. Revenge enche quando você toma pancada, e o EX enche quando você solta golpes especiais. Quando o Revenge chega à metade, ele muda para “Ultra”, o que lhe permite soltar um ultra-golpe, com direito a cut-scene. Obviamente, quanto mais cheio seu “ultra” medidor, mais poderoso é o golpe. Já o EX acumula até quatro barras de combo, que lhe permite soltar golpes especiais que saem um pouco diferentes (a Chun-Li, por exemplo, executa seu Spinning Bird Kick parada ao invés de se mover pela tela, e o Shouoken da Sakura sai combinado fraco depois forte). Isso gasta por volta de uma barrinha de EX, mas se você a deixar encher tudo, ela muda para “Super”, que lhe permite gastar todas as quatro barrinhas para executar um... bom, super-golpe.

A cut-scene do Ultra-combo dá a deixa bem claramente ao seu adversário que é melhor ele se defender ou pular, por isso é bom reservar esse poderoso mas previsível golpe para quando o inimigo está despreparado. Uma ótima combinação é acertá-lo com um Focus e aí emendar um Ultra. Isso não funciona, porém, com todos os personagens, pois alguns Ultra passam por cima do sprite do adversário desmaiando por conta do Focus.

Para que os Ultra- e Super-combos saiam, basta tocar na barra desejada, e você pode até mesmo usar a barra do adversário para descarregar seu combo, caso você seja o Player 2 mas esteja acostumado a tocar do lado esquerdo. Cuidado para não olhar sem querer para o nível cheio do adversário achando que é o seu!

Além disso, com cada atualização eles mudam um tiquinho o nível de poder dos personagens — Ken e Ruy estão, atualmente, um pouco mais diferentes entre si, se comparados às versão 1.00 do game. Um dos mais poderosos personagens, porém, continua sendo Zangief: além de fácil de controlar, seus golpes especiais tiram quase metade da vida da maioria dos adversários e, como são de agarrar, pegam os adversários mesmo quando estão defendendo.

Por fim, a jogabilidade que a tecnologia Visual Pad proporciona é muito agradável de, na minha opinião, deixa o jogo mais acessível que sua versão console/joypad. Os controles estão todos ali, bem embaixo de seus dedos, e a resposta da tela de toque do iPod/iPhone é o mais perto da perfeição que eu já vi. Melhor que isso, só se você pensasse para o golpe saísse.

Opções:

O jogo conta com mais de vinte personagens, mas a quantidade de cenários se mantém constante, com 11 opções (10 cenários de personagem e uma sala de treinamento que parece ter saído do filme Tron). Além do jogo solo (estilo arcade), training, free-sparring e survival e challenge, o game conta com várias modalidades de jogo on-line: você pode jogar com alguém que esteja na mesma rede wi-fi ou através da internet. Pela internet, você pode jogar livremente ou contando o sistema de ranking da Capcom, que te dá um número de pontos derivado de seu número de vitórias menos derrotas. Isso permite que você jogue apenas com pessoas de seu nível (opção que se pode deixar desligada). Ainda, se você quer evitar aqueles coreanos de 12 anos, pode escolher jogar com adversário de apenas uma região do globo.

A modalidade de jogo mais recente, introduzida na versão 1.03, é o Character Specific Tournament. Basicamente, a Capcom sugere alguns personagens, e jogadores se agrupam em times, que acumulam pontos e são ranqueados ao fim da semana. Ainda não participei dessa modalidade porque minha internet é a manivela, mas parece interessante.

Quero falar um pouco sobre o modo Arcade: além de poder escolher dificuldade (entre Beginner, Normal, Hard e Grueling), quantos rounds cara luta terá e se o game irá te ajudar a dar os golpes especiais, você pode ativar ou desativar a guarda-automática, ou seja, não precisa apertar para trás para defender de golpes normais (ou seja, dos não-especiais). Essa modalidade é curta e ideal para quem tem uns cinco minutinhos para gastar. Você escolhe um personagem e uma de duas configurações de cor (ou “roupas”) e parte pelo mundo para enfrentar cinco adversários aleatórios; o sexto inimigo é sempre seu rival (Sagat para o Ryu, Sakura para a Makoto, etc.) e o sétimo é sempre o Vega (M.Bison para quem cresceu jogando a versão norte-americana). Uma das coisas mais legais, e que me pegou de surpresa quando comecei a jogar o jogo, é que é exite um oitavo adversário, o Akuma, que só aparece se você vence os sete lutadores sem usar continue. E ele é muito foda! Eu já terminei o jogo com todos os personagens, se só consegui vencê-lo umas duas vezes. Detalhe: perder para ele é fim de jogo, não tem continue.

Por fim, o game conta com o modo Wandering Warrior, que é um personagem seu que luta com personagens dos outros on-line, sem sua interferência! Basta jogar um pouco pela internet, ou simplesmente ficar num ambiente com wi-fi (se você ligar essa opção) que seu personagem irá lutar, ganhar e perder, acumulando pontos que podem ser trocados por títulos e habilidades que o melhoram. É muito legal abrir o jogo no fim o dia e descobrir que eu lutei sete vezes e ganhei cinco!


Gráficos:

O sistema revela algumas concessões em nome da velocidade na hora das cut-scenes dos ultra-combos ou se você usa um cabo para usar sua TV para jogar o jogo. O iPod touch, afinal, não é nenhum Playstation 3. Tirando essas duas situações, é inacreditável a quantidade de frames que se pode ver na tela, mesmo com toda a movimentação, profundidade e riqueza de cores, tanto de personagens como de cenários.
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Marcelo Dior (editor-chefe do Terceira Terra)